Osteoporose: a doença silenciosa dos ossos
A osteoporose reduz a densidade e a qualidade do osso, tornando-o frágil — muitas vezes sem nenhum sintoma até que ocorra a primeira fratura. Identificar o risco antes da fratura é o objetivo central do cuidado.
O que é
O osso é um tecido vivo, em constante renovação. Na osteoporose, o equilíbrio entre formação e reabsorção óssea se perde, e o esqueleto se torna progressivamente mais frágil. As consequências mais importantes são as fraturas por fragilidade — que ocorrem com traumas mínimos, como uma queda da própria altura — principalmente em vértebras, quadril e punho.
Fraturas vertebrais podem passar despercebidas, manifestando-se apenas como perda de estatura ou aumento da curvatura das costas. Já a fratura de quadril tem impacto significativo sobre a independência e a saúde global, especialmente em pessoas idosas.
Quem tem maior risco
- Mulheres após a menopausa (a queda do estrogênio acelera a perda óssea);
- Idade avançada, em ambos os sexos;
- História de fratura por fragilidade — própria ou em familiares de primeiro grau (especialmente fratura de quadril nos pais);
- Uso prolongado de corticoides — causa importante de osteoporose secundária, muito relevante para quem trata doenças reumatológicas;
- Doenças inflamatórias crônicas (artrite reumatoide, espondiloartrites, DII), que por si só aumentam o risco;
- Tabagismo, consumo excessivo de álcool, baixo peso, sedentarismo e baixa ingestão de cálcio;
- Outras condições: hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, doença celíaca, entre outras.
Como é feito o diagnóstico
O exame central é a densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral na coluna e no fêmur. O diagnóstico também pode ser estabelecido pela ocorrência de uma fratura por fragilidade, independentemente do resultado da densitometria. Ferramentas de estimativa de risco, como o FRAX, ajudam a decidir quem se beneficia de tratamento.
Osteoporose e doenças reumatológicas
Quem convive com artrite reumatoide, espondiloartrite ou usa corticoide por períodos prolongados merece atenção especial à saúde óssea, com avaliação de risco e, quando indicado, prevenção ativa — antes da primeira fratura.
Prevenção e tratamento
- Exercício físico — em especial o treino de força e exercícios com impacto controlado, que estimulam o osso, além de treino de equilíbrio para prevenir quedas;
- Ingestão adequada de cálcio (preferencialmente pela alimentação) e vitamina D suficiente;
- Prevenção de quedas: revisão do ambiente doméstico, da visão e de medicamentos que causem tontura;
- Quando indicado, tratamento medicamentoso — existem medicamentos que reduzem a reabsorção óssea e outros que estimulam a formação de osso novo; a escolha e a duração são individualizadas conforme o risco de fratura de cada pessoa.
Avaliação especializada
Sintomas persistentes merecem investigação adequada. Agende uma consulta para avaliação individualizada.
Entrar em contatoEste conteúdo tem finalidade exclusivamente educativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas, procure avaliação com um médico reumatologista.